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© Todos os direitos reservados para Fábio Queiroz dos Santos
O Método Callan de ensino de Inglês é inteiramente original, e é baseado não só na pesquisa feita durante mais de 25 anos pelo Sr. Robin Callan, como também em sua própria experiência prática em salas de aula como professor de inglês desde 1960 (tendo ensinado com sucesso milhares de alunos na Itália e em Londres). O método foi também desenvolvido com o auxílio de um computador e de guias de contagem de palavras (lexicons).
O Método Callan não consiste em nenhuma fórmula mágica, mas sim num esforço bem orientado. Visa o aproveitamento combinado de todas as mesmas faculdades empregadas por um indivíduo quando aprendeu sua própria língua. Ao ensinar uma língua estrangeira, acelera o processo de aprendizagem eliminando, dentro do possível, os processos naturais de tentativa e erro, dando ao aluno a oportunidade de falar certo desde o início e, o mais importante, pensar diretamente em inglês.
Sendo o idioma inglês considerado internacional, talvez possamos dizer que a maioria das pessoas gostaria de poder falar a língua inglesa. Ele pode ser útil no trabalho, na vida social ou em viagens ao exterior. Porém, apesar da vontade de falar inglês, muita gente se sente relutante em aprendê-lo. O mesmo pode ser dito quanto a tocar um instrumento musical - quase todo mundo gostaria de poder tocar um instrumento mas sem ter que passar pelo longo e penoso processo necessário para aprender a tocar.
O motivo pelo qual muitos relutam em aprender inglês deve-se ao fato de se achar que demora muito tempo e custa muito caro e, também, devido à energia mental que se requer, principalmente quando o aluno está estudando outras matérias ou tem de trabalhar o dia todo, tendo pouco tempo disponível. Como se isso não fosse o bastante, há muita gente que pensa ter pouca ou nenhuma habilidade para aprender uma língua estrangeira.
A Callan Method Organisation, após muitos anos de experiência, pesquisa e desenvolvimento, mudou tudo isso produzindo um método de ensino que reduz o tempo de estudo para ¼ do tempo geralmente necessário, tornando o aprendizado da língua inglesa acessível a todos.
Com o Método Callan quase não há lição de casa, ao contrário de tradicionais formas de ensino, nas quais para cada hora que o aluno estuda na escola, ele gasta 15 minutos em casa fazendo trabalhos e lições de casa, o que aumenta o tempo de estudo em 25%.
O internauta pode estar se perguntando como o Método Callan consegue esses resultados notáveis. Seriam necessárias muitas páginas para explicar exatamente como o Método funciona mas, basicamente, com o Método Callan o aluno ouve e fala quatro vezes mais durante a aula do que ele faria em qualquer outra forma de ensino de idiomas. Conseqüentemente o aluno aprende em apenas um quarto do tempo necessário com outros métodos.
O aprendizado de um idioma não é uma matéria acadêmica e sim uma habilidade prática. Isto significa que quanto mais o aluno pratica, mais rápido ele aprende, do mesmo modo como aprende a datilografar. Se o aluno praticar uma hora por dia, ele aprenderá em um quarto do tempo caso praticasse somente 15 minutos por dia.
Na maioria dos métodos de aprendizado de idiomas, o estudante ouve a língua somente 15 segundos em cada minuto, ou seja, só 25% da aula. Durante o resto do tempo o aluno divaga – ele olha para o relógio, olha para o que está acontecendo do lado de fora da janela ou pensa o que vai fazer à noite. Com o Método Callan ele ouve durante todos os 60 segundos de cada minuto (quatro vezes mais), isso porque durante a aula o professor está constantemente bombardeando a classe com perguntas e o aluno nunca sabe quando vai ser questionado.
Com outras formas de ensino o estudante quase não abre a boca durante a aula. O professor é quem mais fala e grande parte da aula é tomada com os alunos tomando notas do que o professor escreve no quadro negro. Com o Método Callan, os estudantes falam durante toda a aula, pelo menos quatro vezes mais do que qualquer outro método e, freqüentemente, até dez vezes mais, devido a ter que responder perguntas o tempo todo.
Se o indivíduo desejar ter prova do que é dito acima, ele pode pedir para assistir a uma aula gratuitamente e conferir o quanto os alunos da Callan ouvem e falam e, então, comparar com outras escolas (ele pode até utilizar um gravador para isso).
Com outros métodos de ensino de idiomas, os estudantes não aprendem a falar e a entender a língua. Eles estão somente aprendendo sobre a língua. É como aprender a tocar piano através do estudo da história da música, ou aprender como o piano é feito ou, ainda, somente ouvir o professor tocar o instrumento. O único jeito de aprender a tocar piano é tocando. O único modo de aprender a falar um idioma é falando.
Pode ser dito que o Método Callan não é quatro vezes mais rápido do que outros métodos, mas que os outros métodos são quatro vezes mais lentos do que o Método Callan. O Método Callan aproveita o máximo do tempo disponível em aula, enquanto outras formas de ensino usam somente um quarto do tempo, desperdiçando os outros três quartos. Todos os outros métodos ensinam inglês muito bem. A diferença está na velocidade do ensino entre as diversas metodologias.
Outra razão pela qual o estudante é encorajado a aprender é que o Método Callan torna praticamente impossível que o professor passe da primeira página para a segunda sem que todos os alunos entendam e lembrem quase toda a primeira página. O procedimento normal em escola pública é passar do livro volume um no final do primeiro ano, para o volume dois no segundo ano e assim por diante, sem levar em consideração se os alunos absorveram ou não o volume anterior. Quando o estudante que segue o Método Callan completa o Livro Um do curso, isso significa que ele domina de 80% a 100% do conteúdo do livro.
Com o aluno comum do Método Callan levando 80 horas para alcançar o nível do Cambridge Preliminary, um aluno excelente leva somente 40 horas, um aluno rápido 60 horas, um aluno satisfatório 100 horas, enquanto um aluno lento 120 horas. O tipo de estudante que levaria 120 horas seria tipicamente de meia-idade e que não fala nenhuma língua da Europa Ocidental. Cada aluno tem o seu próprio ritmo.
O internauta pode pensar que a velocidade não é assim tão importante quando se aprende um idioma, mas que a exatidão e a correção são mais importantes. Naturalmente, exatidão e correção são importantes, sobretudo quando se escreve, porém, a velocidade é absolutamente essencial para manter conversação e principalmente para entender o que está sendo dito.
Como a maioria dos reflexos mecânicos, o idioma é falado com certa velocidade. O entendimento principalmente acontece com velocidade. Quando se lê, escreve ou fala, pode-se manter seu próprio ritmo, desde que não seja demasiadamente lento. Porém, quando se está ouvindo, a compreensão tem que acontecer instantaneamente. Não se pode fazer com que o orador fale mais devagar, principalmente se a voz do orador vem do rádio, da televisão ou do filme no cinema. O aluno precisa, dessa forma, ser capaz de compreender o inglês a uma velocidade de pelo menos 180 palavras por minuto
O Método Callan é também adequado a qualquer tipo de aluno, de qualquer cultura, do garçom ao professor universitário. Aprender um idioma em seus estágios iniciais não é uma atividade acadêmica. É semelhante a aprender a datilografar – qualquer pessoa pode aprender.
Outra característica do Método é que todos os alunos na classe desfrutam de um mesmo tempo de conversação. Com a maioria dos outros métodos o aluno mais falante toma quase todo o tempo, enquanto os outros permanecem sentados em silêncio.
Muitas pessoas hoje em dia se preocupam com a paz mundial e com a desgraça potencial que um holocausto nuclear causaria. Um dos maiores obstáculos para a paz e entendimento entre os países é a falta de comunicação simples e direta entre os povos da terra. O inglês já é usado como meio de comunicação internacional, porém até agora leva muito tempo para o indivíduo aprendê-lo. Através da simplificação da matéria e da redução do tempo de estudo para um quarto, o Método Callan torna possível que todos adquiram o idioma, ajudando a facilitar o entendimento internacional.
Deve-se ressaltar que a Callan Method Organisation não possui ou dirige nenhuma outra escola, exceto a de Londres em Oxford Street. A razão disto é evitar que o Método adquira uma má reputação através de escolas e professores que usam o Método incorretamente ou que operam de forma ineficiente.
Com mais de 70 salas de aula e com 1.700 a 3.000 estudantes, a Callan School é a maior escola de inglês em Londres (e certamente a maior na Europa). A segunda maior escola tem somente de 400 a 600 estudantes, enquanto a maioria das escolas têm em média 13 salas de aulas, o que , é claro, torna difícil qualificar os estudantes com a mesma exatidão como na Callan School. Topo
O método Callan é baseado na absorção da língua de maneira gradual e reflexa.
O aluno não precisa se preocupar em absorver e entender tudo de imediato. O processo se passará da mesma maneira que ele aprendeu sua língua materna, e esse processo varia de pessoa para pessoa.
O aprendizado de uma língua é baseado num auto-reflexo, sem pensar antes de falar. As crianças desenvolvem seus auto-reflexos de respostas através das repetições das frases ensinadas pelos seus pais. O método Callan utiliza o mesmo processo, bem mais organizado, preparado e otimizado para fácil assimilação.
O método é inteiramente prático. O aluno prende sua atenção nas perguntas do professor com resposta reflexa, independente se tenha base de inglês ou não. A gramática é aplicada e adquirida de forma prática. O aluno assimila e absorve sentenças e exemplos gramaticalmente corretos. Depois são elaboradas perguntas com respostas imediatas para que o aluno não tenha tempo de pensar no que ele está falando. O aluno pega o "molde" da sentença e responde de forma reflexa. O método Callan foi desenvolvido nos anos 60 e tem sido constatado que ensina inglês em um quarto do tempo normalmente necessário com os outros métodos.
O método Callan é um método direto criado especificamente para aumentar a compreensão e habilidade de se expressar oralmente. A aula formatada num esquema de perguntas e repostas assegura que o aluno esteja ativamente envolvido auditivamente e que esteja usando as estruturas de linguagem ao seu máximo. O método baseia-se num "script" organizado e estruturado cuidadosamente.
Vocabulário e gramática são introduzidos de maneira programada com revisões e reforços ao aprendizado automaticamente inseridos no desenrolar do curso. Leituras e ditados (para treinar ortografia e escrita) são também programados dentro do curso e são parte integral e importante para consolidação do aprendizado do uso da língua inglesa. O professor corrige pronúncia, gramática e estrutura de frases quando o aluno está respondendo as perguntas ou quando está trabalhando em grupo. Isto assegura que o aluno se torne consciente dos erros que ele comete, sendo também ajudado a corrigi-los conscientemente.
Também é preocupação dos professores que ensinam com o método Callan, manter a aula num ritmo tal para que o estudante aprenda a entender inglês no ritmo que ele é normalmente falado por um nativo da língua. Isto assegura um mínimo de perda de tempo e mantém um grande nível de atenção, já que o professor está estimulando os alunos constantemente.
O método é fácil, interessante e agradável para ser usado, e consegue realmente fazer o aluno aprender inglês em um quarto do tempo normalmente necessário com o uso dos outros métodos disponíveis no mercado. Topo
CONVERSAÇÃO DIRIGIDA (PERGUNTAS E RESPOSTAS INSTANTÂNEAS)
O aluno aprende a falar rapidamente e a pensar em inglês através da técnica de perguntas e respostas instantâneas. Neste exercício, o professor faz uma pergunta repetindo-a duas vezes para o aluno e dando-lhe o início da construção gramatical da resposta. A pergunta é feita rapidamente para: 1) evitar que o aluno não pense em sua língua nativa; 2) evitar que o aluno fale "português no inglês"; 3) adicionar dinamismo na aula; 4) ensinar o aluno a falar na velocidade normal de conversação (uma vez que o aluno sempre falará mais devagar do que o professor). 5) aumentar a concentração do aluno. Este exercício auxilia o aluno de várias maneiras, visto que nos lembramos mais do que falamos do que ouvimos. O aluno fala e houve por volta de 200 palavras por minuto. A duração deste exercício é de 20 a 30 minutos. Topo
Durante a leitura, o aluno aprenderá a falar naturalmente, ou seja, com o ritmo, a entonação, o stress e a pronúncia correta. Ao mesmo tempo ele revisará trabalhos passados. Este exercício é vital para auxiliar o aluno a aprender como se soletra e escreve as palavras inglesas. O aluno poderá distinguir o inglês escrito do falado. A duração deste exercício é de 05 a 10 minutos. Topo
Durante o ditado (exercício escrito), o aluno aprenderá a escrever corretamente e a desassociar os costumes de linguagem locais, adaptando-se a um novo contexto lingüístico e cultural. Ele ouve a pronúncia das palavras numa velocidade diferente, podendo concentrar-se no som particular de cada palavra. A duração deste exercício é de 05 a 10 minutos. Topo
Evitando informações detalhadas desnecessárias, o aluno aprende novas palavras a cada aula. O professor as traduz para que o aluno tenha uma idéia do significado, e rapidamente volta aos exercícios de conversação, para que o aluno pense cada segundo da aula somente em inglês. Geralmente, ao aprender matéria nova, o aluno encontrará certas dificuldades na primeira vez que praticá-las. Porém, com o decorrer das aulas, tudo ficará mais fácil. O que no início era difícil de entender, se tornará fácil no futuro (com a repetição dos exercícios). A duração deste exercício é de 10 a 15 minutos. Topo
Ao início e ao final de cada aula, o professor sempre forçará o aluno a fazer perguntas em inglês, utilizando o conhecimento adquirido nas aulas anteriores. Este exercício é vital para diminuir a hesitação do aluno ao falar e iniciar uma conversação por meio de perguntas. Topo
(extraído do "Students Book 1" do método Callan e traduzido para o português)
É importante para o aluno entender algo do funcionamento do Método Callan antes que ele comece seus estudos. Ele deve ler então, muito cuidadosamente os seguintes pontos (clique nos links para ir direto ao assunto):
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O professor também deveria passar por eles (ou pelo menos pelos pontos principais) com seus alunos durante a primeira lição, ou durante a Prova. |
O resultado é garantido não importa o que aconteça
O ponto mais importante para o aluno se lembrar é que, embora ele possa achar difícil entender como o Método Callan funciona, sempre obterá o resultado garantido.
Um dos maiores problemas que uma nova invenção tem que enfrentar, além de ser desacreditada, é que inicialmente é mal entendida. As pessoas tentam associá-la com suas experiências passadas. Se uma invenção é nova, ela não pode ser facilmente associada a qualquer coisa no passado. Se pudesse, seria improvável que fosse nova. É então pedido ao aluno que limpe sua mente de todas as idéias preconcebidas de como o inglês deveria ser ensinado, caso ele deseje desfrutar de todos os benefícios do Método Callan.
Não se confunda com o Método. Aceite tudo passivamente e de mente aberta, e faça exatamente o que o professor e a escola pedirem. Então julgue através dos resultados
Como o Método Callan é uma invenção nova, é pedido ao aluno que não se confunda com a maneira de seu funcionamento. Caso contrário ele corre o risco de tirar conclusões erradas. Seria necessário um livro inteiro para explicar exatamente como o Método funciona. O aluno deve então se sentar e relaxar, e deixar a escola levá-lo ao resultado garantido.
Esta "Explicação do Método" dará ao aluno uma idéia de como o Método funciona, porém ele não deve se preocupar ou teorizar sobre o que ele não entender.
Inicialmente, o aluno deve fazer o que a escola pede, mas, após o primeiro mês, ele pode começar a se confundir com o Método, e tirar todos os tipos de falsas conclusões. É neste momento que ele deve reler esta " Explicação " e pedir ao seu professor ou a escola que explique o que ele não entende.
Os três pontos principais sobre os quais o aluno se confunde normalmente em relação ao Método são: 1) A constante mudança de professor, 2) O constante movimento de alunos de um curso para outro, e 3) O constante retorno para trabalhos já acabados. Uma breve explicação destes três pontos é dada nos parágrafos seguintes.
Uma escola particular de idiomas sofre com problemas de organização que são insolúveis. Ao contrário de uma escola pública, ela tem que lidar com uma constante ida e vinda de alunos e professores, e os organizar em cursos, movendo-os ao redor como em um jogo de xadrez. Ao contrário de uma escola pública, uma escola privada não tem nenhum controle sobre seus professores ou alunos. Eles vêm e vão como lhes agrada. O mais leve transtorno na organização da escola pode causar uma enorme perturbação. Porém, a escola não está pedindo simpatia, só está pedindo compreensão. Ela é bem capaz de lidar com seus problemas. Ela somente pede que o aluno não conclua que uma constante mudança de professor ou curso é um sinal de que a escola é incompetente e que não se preocupa com seus alunos - o oposto é, de fato, verdadeiro. A escola gostaria de manter o mesmo professor com a mesma classe o tempo inteiro e fazer os alunos assistirem às aulas diariamente à mesma hora, mas tal ideal só é possível em uma escola pública. Em uma escola privada, os alunos mudam seus horários para ajustá-los com seus trabalhos e suas atividades sociais. E os professores trabalham freqüentemente como free-lancers.
Uma das características do Método Callan é que, por causa de sua programação cuidadosa, pode alcançar um resultado garantido excelente, mesmo que o aluno mude de curso uma dúzia de vezes e tenha uma dúzia de professores diferentes. Uma mudança de curso é essencial caso o aluno reduza a velocidade (ou acelere), ou tenha estado freqüentemente ausente. Mudança de professores é inevitável quando os professores estão doentes, saem de férias, chegam atrasados, ausentam-se, mudam seus horários, ou terminam seu contrato de trabalho. Uma mudança de professor também ajuda os alunos a entender vozes diferentes.
A maioria das escolas divide seus alunos em somente três categorias (às vezes cinco) - Avançado, Intermédiário e Iniciante - somente de acordo com o nível de conhecimento dos alunos, e então os deixa no mesmo curso ao longo de seus estudos. Por outro lado, uma escola que usa o Método Callan divide seus alunos em várias categorias, não só de acordo com conhecimento, mas também de acordo com a velocidade de aprendizagem, e os move de curso para curso caso eles acelerem ou reduzam a velocidade.
Há alunos rápidos, médios e lentos, e até mesmo alunos muito rápidos e muito lentos. Estes têm que ser mantidos separados o máximo possível, e constantemente re-graduados à medida que progridem. Alunos que começam rápidos podem reduzir a velocidade depois, enquanto os que começam lentamente podem acelerar e devem ser transferidos para um curso diferente.
Por causa deste constante movimento de alunos há sempre novos cursos sendo formados, e cursos antigos sendo separados ou combinados com outros. O aluno não deve absolutamente se preocupar com isto. As mudanças são necessárias ao funcionamento do Método, e, apesar das aparências, elas não são prejudiciais ao progresso do aluno. Na verdade, elas são benéficas. Este é o motivo pelo qual uma escola usando o Método Callan dá ao aluno uma garantia de sucesso e não insiste em pagamento adiantado, acalmando os medos do aluno e dando confiança na escola e seu Método.
Naturalmente, todo estudante tem seu professor favorito (exatamente como todo o mundo tem um ator favorito), e gostaria de ser ensinado exclusivamente por aquele professor. A escola gostaria de agradar o aluno (simplificaria seus problemas de administração), mas, como já foi explicado, há muito movimento entre os professores e estudantes para tornar isto possível, e, em todo caso, o aluno pode obter da mesma maneira um resultado às vezes melhor com um professor que não é seu favorito do que com um que o seja. Também seria impossível para um professor favorito ensinar todos os alunos na escola. Porém, é o Método Callan que obtém o resultado em um quarto do tempo em lugar do professor ou do aluno. Naturalmente, o professor é importante, mas é o Método que realmente obtém o resultado notável.
Ao contrário de outras formas de ensino, onde o professor conversa com seus alunos e lhes dá exercícios e traduções para fazer em classe, o Método Callan requer velocidade e uma técnica eficiente de seus professores. Por isto há uma maior diferença entre um professor Callan novo, sem experiência e um antigo, experiente, do que há entre professores sem experiência e experientes que usam outros métodos.
Esta diferença entre professores Callan, porém, desaparece logo depois de algumas lições, e o professor novo normalmente termina sendo tão bom quanto o antigo, e às vezes até melhor. É pedido ao aluno ter então um pouco de paciência neste aspecto, e se lembrar de que a diferença entre professores antigos e novos é levada em consideração quando a garantia dele é calculada, motivo pelo qual a garantia do Método Callan afirma que "o resultado está garantido em qualquer curso e com qualquer professor....".
Alguns alunos ao serem apresentados ao Método Callan tendem a entrar pânico. Eles acham tudo estranho e intimidativo. Eles pensam que eles nunca poderão acompanhar a velocidade na qual a lição é dada. Porém, se eles persistem e revisam algumas lições, eles percebem logo que tudo é bastante fácil e agradável, e que qualquer um pode fazer isto.
Também, quando se experimenta o Método Callan pela primeira vez, alguns alunos concluem que eles preferem os modos antigos de aprendizagem. O que eles têm que decidir, então, é se eles também preferem levar quatro vezes mais tempo para aprender, e pagar quatro vezes mais.
O ponto mais importante para o aluno entender quando aprende um idioma é a necessidade da repetição constante. Por repetição também entendemos revisão.
Aprender um idioma, assim como aprender a datilografar ou a tocar piano, é principalmente uma questão de se desenvolver um reflexo rápido.
O reflexo de um idioma vem dos orgãos de fala, não do cérebro. O aluno tem que então aprender a falar sem pensar pois não há nenhum tempo para pensar. Um pianista não tem tempo para pensar onde pôr seus dedos quando ele toca. Se ele parasse para pensar, ele se perderia. Da mesma maneira, se as pessoas parassem para pensar onde pôr seus pés quando descem correndo a escada, eles cairiam.
Um reflexo rápido só pode ser desenvolvido através de repetição mecânica. Tudo tem que ser repetido e revisado inúmeras vezes até que o reflexo possa ser executado automaticamente, sem pensar. A necessidade para desenvolver um reflexo rápido através da repetição é tão grande que cada escola deveria expor em suas paredes: "O segredo do sucesso em aprender um idioma é repetir, repetir e repetir - e falar sem pensar".
É essencial para o aluno entender a importância da revisão, caso contrário ele ficará enfadado e frustrado, e sentirá que não está fazendo nenhum progresso. Ele tem que entender que quanto mais ele revisa trabalhos passados, mais rapidamente ele aprenderá. Por outro lado, quanto menos ele revisa, mais enfadado se tornará, porque o trabalho ficará mais difícil por causa de revisão insuficiente. Parece um paradoxo, mas foi demonstrado ser verdade. Na aprendizagem do vocabulário básico de um idioma, ou seja, até o nível do Cambridge First Certificate, é essencial que toda palavra possa ser lembrada (quase que para sempre) e possa ser recordada rapidamente. O único modo para assegurar isto é através de constante revisão.
De vez em quando, se o professor sente que os alunos estão começando a reduzir a velocidade e esquecer o trabalho que fizeram no passado, ele os levará de volta a página um do Livro Um do Método. Mesmo que eles pudessem estar no meio do Livro Quatro. Isto é para o benefício dos alunos e da escola. Deve ser lembrado que os interesses dos alunos e da escola são idênticos. A escola sabe que se não fizer os alunos revisarem, eles não terminarão seu curso no número garantido de horas. Em todo caso, uma revisão sistemática completa de vez em quando é parte do Método. O procedimento habitual é que o professor faça uma revisão dos quatro Estágios ao término de cada dois Estágios do Método, e uma revisão completa da página um do Livro Um ao término dos Estágios 6 e 12. Revisões completas são tão importantes a ponto de formarem parte do acordo escrito na garantia do Método Callan.
Como cliente em uma escola privada, o aluno é rei. Mas como aluno, ele tem que fazer o que seu professor manda. Se seu professor (de acordo com o diretor da escola) achar que ele deve voltar e fazer uma revisão completa, ou mudar para outro curso, o aluno deve aceitar a decisão. Se ele não aceitar, ele não obterá o resultado garantido, e sua garantia pode ficar nula por causa disto.
Inglês geralmente é falado a uma velocidade de 150 a 180 palavras por minuto. Com outros métodos pedagógicos, o professor fala muito mais lentamente que isto (normalmente a uma velocidade de cerca de 100 a 120 palavras por minuto). Com o Método Callan ele fala muito mais rápido - entre 200 e 240 palavras por minuto. Esta velocidade extra facilita para o aluno entender o inglês fora da sala de aula e, claro, o faz se concentrar mais. Isto também ajuda a reduzir o tédio mas, mais importante, aumenta a velocidade de seu aprendizado.
Com outras matérias, "lento mas seguro" é a melhor política, mas com um idioma é melhor falar depressa e cometer erros em lugar de lentamente e não cometer erros. A máxima "lento mas seguro", porém, se aplica em alguns cumprimentos à maneira na qual o aluno progride no seu livro, que é por que o Método Callan lhe faz revisar tudo até que ele tenha dominado isto completamente antes de lhe permitir avançar. Alguns alunos desejam apressar, à frente de sua habilidade de absorver e de se lembrar, acreditando que quanto mais páginas eles passarem em uma lição maior o progresso que eles estarão fazendo. O Método Callan segura tais alunos e os faz ir à sua velocidade natural de aprendizagem.
O aluno deve relaxar e deixar que o professor o direcione pondo palavras em sua boca - como o ventríloquo faz com seu boneco. Eventualmente, o aluno poderá pôr as palavras lá ele mesmo, sem a ajuda do professor.
Mesmo que um aluno tenha uma graduação em Inglês, porém é lento em conversação e compreensão, ele é de fato um iniciante no que diz respeito ao idioma falado, e deve começar na Página Um, Livro Um do Método. Se ele não começar, ele achará difícil adquirir qualquer velocidade na conversação e na compreensão. Se ele estudou bem antes, ele completará o Livro Um bastante depressa. Por exemplo, um aluno que está tecnicamente no Livro Quatro quando começa, terminará o Livro Um em 10 ou 20 lições e o Livro Dois e Três em 15 ou 20 lições cada.
90% das palavras em qualquer página serão encontradas no Livro Um
É calculado que aproximadamente 90% das palavras em qualquer página de qualquer livro em qualquer idioma vêm das 1.000 palavras muito comumente usadas daquele idioma. Palavras como "vir, ir, rápido, lento, negro, ter, o, um, freqüentemente, raramente", etc. - palavras que são usadas centenas de vezes por dia. Elas são as palavras encontradas no Livro Um do Método Callan, que significa que o Livro Um tem que ser revisado e revisado até que as palavras dele brotem na língua do aluno quase tão rapidamente e facilmente quanto as palavras no seu próprio idioma - elas formam a base do idioma e de todo o trabalho futuro.
Uma estatística mais notável é que meras 43 palavras são 50% das palavras mais comumente usadas, enquanto que meras 9 palavras (" and, be, have, it, of, the, to, will e you ") são 25%.
Se o aluno repete o Livro Um até o ponto onde ele alcançou velocidade máxima, ele passará muito mais rapidamente pelos livros restantes.
Se o estudante não estuda bem o Livro Um, os estudos futuros dele sofrerão. Se o primeiro piso de um edifício não é construído solidamente, os pisos construídos sobre ele eventualmente mostrarão rachaduras e o edifício precisará de conserto constante.
O aluno deve permitir que o professor faça cada pergunta duas vezes. Isto torna possível para o professor falar depressa. Se ele fizesse a pergunta uma vez só, ele teria que falar lentamente. Também dá ao estudante uma segunda chance de ouvir a pergunta, e lhe permite tempo para formar sua resposta.
Onde possível, o aluno deve responder as perguntas primeiro na negativa e então com uma afirmativa. Isto lhe dá a oportunidade de falar em maior duração, assim como também de praticar as sentenças negativas. Também ajuda a exercitar sua memória, forçando-o a recordar opostos, por exemplo, “uma cidade não é pequena, mas é grande”.
As perguntas e respostas do Método Callan seguem um padrão fixo de palavra por palavra. Nem o professor nem o estudante devem se desviar disto. O aluno não deve responder as perguntas de uma maneira livre (exceto no Livro Cinco). Ele deve praticar as palavras e estruturas que estão nas perguntas, e ele só pode fazer isto respondendo em um padrão fixo. Por exemplo: “O livro está debaixo da mesa? - Não, o livro não está debaixo da mesa, mas está sobre a mesa."
Um dos pontos que mais confunde o aluno sobre o Método Callan é o modo como o professor o apressa e não lhe dá tempo para pensar ou entender tudo o que está sendo dito. O aluno não deve se preocupar com isto. Não é importante para ele entender tudo imediatamente. Ele ouvirá isto novamente,muitas e muitas vezes no futuro.
Ao término do Estágio 5, por exemplo, o estudante pode obter só 70% no exame e se sentir desencorajado (de fato, ele pode obter só 70% em todo exame), mas se ele fosse fazer o exame novamente para o Estágio 4, ele obteria 80%, ainda se ele fizesse o exame para o Estágio 3, ele obteria 90%. Este é o modo que o Metodo Callan funciona.
O aluno pode reclamar que ele quer entender tudo todo o tempo, e que ele não é um autômato. Pelo contrário, no que se refere à aprendizagem de um idioma em suas fases iniciais, isto é exatamente o que o estudante é - um tipo de autômato inteligente. Se ele tenta entender tudo todo o tempo, ele se confundirá e reduzirá a velocidade. É por isso que algumas crianças (especialmente aquelas por volta da idade de 11 a 16) aprendem mais rapidamente que os adultos - eles não questionam muito as coisas. Crianças muito pequenas, é claro, não questionam nada no que se refere a um idioma. Isto é porque eles não sabem que perguntas fazer.
Enquanto o professor está fazendo perguntas, o aluno deve ter seu livro fechado, de forma que ele possa se concentrar no que o professor está dizendo. Também, com o livro dele fechado, ele não confundirá as palavras do modo como são pronunciadas com o modo que são escritas.
O aluno não deve interromper o professor com perguntas. Se há qualquer coisa que ele não entende, ou algo que ele deseja saber, ele deve perguntar ao professor após a lição.
É extremamente importante que o professor e alunos não conversem durante a lição. Eles só devem perguntar e responder as perguntas nos livros do Método. Conversar é um grande desperdício de tempo e reduz enormemente a velocidade do processo de aprendizagem. Conversar parece ser um modo agradável e eficiente de aprendizagem de um idioma, mas não é. Isto é porque o professor é o mais falador entre os alunos e normalmente termina por fazer a maioria da conversa. Também é muito caro do ponto de vista do aluno, porque aumenta o tempo de estudo consideravelmente - pode, de fato, até mesmo dobrar.
Conversação livre, embora administrada em inglês, também é um desperdício de tempo. O aluno não aprende nada novo, e só usa as palavras que ele já sabe. Mesmo que ele aprenda palavras novas, ele não as revisa, e conseqüentemente logo as esquece. Também, é muito difícil manter uma conversação ao mesmo tempo com várias pessoas, e, como na conversa, o professor é o mais falador entre os alunos ele termina normalmente por fazer a maior parte da conversação. Em todo caso, o Método Callan está baseado em uma forma de conversação - conversação dirigida, quer dizer, não conversação livre.
Com exceção da palavra ocasional aqui e ali, o professor não deve falar aos alunos no seu próprio idioma. A lição deve ser administrada completamente em inglês. Esta é outra razão pela qual conversa e conversação livre são um desperdício de tempo. Bater papo e conversar livremente normalmente exigem que o professor faça muita tradução e explicação no próprio idioma dos alunos.
É pedido ao aluno não falar com seus vizinhos durante a lição. Se ele o faz, faz o trabalho do professor muito difícil e nervosamente exaustivo. Ao contrário de outras matérias, um idioma requer a atenção total do aluno no professor o tempo inteiro, especialmente quando o idioma está sendo ensinado pelo Método Callan.
O aluno sempre deve usar as formas contraídas quando falar inglês na sala de aula. Isto é para assegurar que ele se familiarize cedo com elas em seus estudos. Elas não são fáceis de aprender mais tarde, e são a causa principal da dificuldade do aluno em entender inglês fora da sala de aula.
Alguns alunos detestam fazer ditados. No entanto, ditados são muito necessários porque ensinam o aluno a soletrar e melhorar sua pronúncia (fazendo com que ele se concentre no som de cada palavra). O aluno não deve se preocupar se ele comete muitos erros em seus ditados, ele melhorará automaticamente com o passar do tempo. Quando ele alcançar o Livro Três ele estará fazendo poucos erros.Os ditados ao longo do Método consistem em orações desconexas. Isto é para possibilitar que eles contenham o máximo de vocabulário recentemente aprendido.
A lista seguinte de palavras vem da primeira metade do Livro Um e contém os sons que a maioria dos alunos pronuncia incorretamente. O aluno deve praticar a pronunciar estas palavras, elas lhe darão a chave para a pronunciação de todas as outras palavras no idioma que contém os mesmos sons. A Pronúncia inglesa pode ser bastante fácil se o aluno não tentar racionalizar em cima disto, ou pensar na ortografia das palavras, mas ao invés, só copiar e praticar a forma correta.
Naturalmente, cada nacionalidade terá certas palavras e sons peculiares que acha difícil de pronunciar. O professor deve acrescentá-los a lista, e pôr a lista na parede da sala de aula.
this no first front as
it’s coat third London have
is don’t her coming
city both person country
miss only word mother
in most verb some
difference prefer son
still turn money
difficult month
milk love
A OO H MISC.
fall book hat what
wall took head the book
call hear the eye
We’re
answering
or
fifth
1) Sit on it. 2) Oh no don’t go so slowly. 3) The third, the thirteenth and the thirty-third. 4) Send some money to London. 5) As I have none. 6) All walls fall. 7) Look at the book. 8) Home, hat, head, hear.
Apesar dos professores do Método Callan geralmente falarem o inglês padrão, algumas vezes a pronúncia deles pode variar nas palavras abaixo contidas no Livro Um. Estas variações são corretas uma vez que existe mais de uma forma aceita na pronúncia do inglês padrão. De qualquer modo é aconselhável que os professores tenham entre si o mesmo padrão de pronúncia, de maneira a evitar que os estudantes fiquem confusos.
1) Against 2) Direct 3) Interesting 4) Prefer 5) Suit 6) Year 7) Asia 8) Either 9) Neither 10) Room
Antes do aluno começar seus estudos em qualquer livro do Método Callan, é essencial que ele escreva na tradução, no seu próprio idioma, as palavras inglesas impressas em negrito. Isto tanto pode ser feito procurando as palavras em um dicionário ou pode o professor evocá-las em sala de aula. Outro sistema é para a escola dar ao aluno uma lista impressa, ou fotocopiada, de palavras para que ele copie em seu livro. Qualquer sistema usado, o aluno não deve estudar sem a tradução das palavras escrita no livro dele, caso contrário ele aprenderá a um passo muito mais lento. Escrever as palavras também o ajudará na sua aprendizagem do vocabulário.
Algumas nacionalidades já têm a tradução do vocabulário impressa em seus livros, enquanto outras têm impressos livros de vocabulário. Como há aproximadamente 2.500 idiomas no mundo, não é possível fazer isto para todo idioma.
Embora o aluno do Método Callan não precise de um dicionário para estudar, é sempre bom ter um dicionário para seu interesse pessoal. Um bom dicionário de bolso de 10.000 ou mais palavras (com sua pronúncia) é normalmente suficiente até o nível do Cambridge First Certificate. Qualquer dicionário com menos palavras que isto, levaria o aluno a constantemente ter que se dirigir a um dicionário muito maior. Depois do nível do Cambridge First Certificate, o aluno será aconselhado a comprar um dicionário completo.
Aprender um idioma em suas fases iniciais, como aprender a datilografar ou a tocar o piano, não é uma atividade intelectual. Por conseguinte, o aluno não deve se preocupar caso ele ache difícil de aprender. Não significa que ele não seja inteligente. Por exemplo, um professor universitário poderia achar mais difícil de aprender um idioma que um assistente de loja. Quando estamos aprendendo um idioma, a pessoa tem que se tornar novamente uma criança. Isto poderia envergonhar o aluno, e o fazer se sentir tolo na frente de seu professor e dos outros alunos. Ele não deve se preocupar com isto. O professor não acha que ele parece tolo, e os outros alunos na sala de aula se sentem da mesma maneira que ele.
O Método Callan ensina em parte por um processo de condicionar o sub-consciente. Por exemplo, com uma pergunta simples como "What do you generally write with?" o aluno dificilmente está consciente de que ele está aprendendo que nós usamos o verbo auxiliar "do" para formar o interrogativo do Presente Simples, que nós colocamos um advérbio de tempo como “generally" entre o sujeito e o verbo, e uma preposição como "with" ao término deste tipo de pergunta.
O aluno deve, é claro, fazer toda tentativa para entender os pontos de gramática contidos no Método, mas não deve se preocupar muito se ele permanece um pouco confuso. Saber uma regra de gramática é menos importante que saber aplicar a regra, e este conhecimento ele adquire intuitivamente pela repetição constante e revisão de orações gramaticalmente corretas. Em todo caso, gramática inglesa é relativamente sem importância e cheia de tantas exceções para a regra que a maioria das pessoas inglesas sabe muito pouco sobre isto. O aluno deve se lembrar que ele aprendeu seu próprio idioma quando criança sem saber qualquer coisa sobre gramática.
Antes da invasão normanda da Inglaterra, por quase 300 o inglês foi raramente usado como um idioma escrito - a aristocracia Inglesa falava francês enquanto que o idioma da igreja era o latim. Só sendo usado para fala cotidiana, o inglês se tornou gramaticalmente simplificado, bastante como um dialeto. Quando se tornou mais uma vez o idioma oficial da Inglaterra, absorveu muitas palavras do francês e do latim que deram um vocabulário maior (meio milhão de palavras) do que o de qualquer idioma e, embora seja um idioma é melhor aprendido como um dialeto.
Aprender idiomas como francês, alemão ou o italiano é como aprender a tocar piano seguindo uma partitura musical. Por outro lado, aprender o inglês é como aprender a tocar piano sem uma partitura musical, mas principalmente copiando o professor, ou seja, adquirindo o idioma do professor.
Como se explicou em outro lugar, não é exigido que o aluno faça qualquer lição. Com o Método Callan ele pode obter o resultado garantido sem isto. Para o próprio benefício dele, porém, ele é aconselhado a ler seu livro e escutar suas fitas em casa por aproximadamente dez minutos todos os dia, especialmente se ele esteve ausente. Por exemplo, ele poderia escutar as fitas enquanto se prepara para sair de manhã. Deste modo ele aumentará sua velocidade de aprendizagem e terminará o curso dele em menos tempo que o número garantido de horas (possivelmente em 25% menos), e também faz a lição na sala de aula muito mais fácil de entender. Ao término de cada lição, o professor deve dar ao aluno o número do parágrafo atingido, de forma que o aluno possa revisar em casa o trabalho feito na escola, e preparar a próxima lição. A economia de tempo que o aluno faz precisando de menos lições vai mais que cobrir o custo das fitas.
A maioria das escolas que usam o Método Callan permite que os alunos tragam gravadores para a sala de aula para gravar a lição, de forma que eles possam escutá-la em casa. Isto aumenta a velocidade de aprendizagem dos alunos, e é particularmente útil a alunos que perderam lições. Naturalmente os gravadores devem ser operados com pilha e os alunos não devem perturbar a classe enquanto mudam as fitas.
Além de escutar suas fitas em casa, o aluno pode praticar seu inglês com um aluno do mesmo nível. Ele e o aluno podem se revesar sendo o professor e fazendo as perguntas dos livros do Método. Eles também podem praticar conversações entre si em inglês.
É quase impossível para todos os alunos em uma sala de aula ter o mesmo nível e velocidade de aprendizagem - cada aluno é diferente. Por conseguinte, o aluno nunca se achará em um curso perfeito. Se o aluno desejar ir exatamente a sua própria velocidade, ele teria que ter aulas particulares.
Em seu curso, ele freqüentemente encontrará alunos que são mais lentos que ele e tendem a segurar a velocidade da classe, ou ele achará que o curso está indo muito rápido, e ele está tendo que se esforçar para seguir as aulas. Ele não deve se preocupar com isto. A escola o levará para o término no número prometido de lições e em condição excelentes apesar da discrepância em velocidades. Se a discrepância ficar muito grande, porém, a escola mudará o aluno para uma classe mais satisfatória.
Se, em uma escola privada, o aluno chega tarde ou falta às aulas, os outros alunos progredirão e ele permanecerá atrás e achará difícil de entender as perguntas que são feitas. Também, se ele sempre chega atrasado ou falta a aula, o curso completo levará mais tempo. Por exemplo, se ele chega tarde cinco minutos cada lição, que representa 10% de uma lição de cinqüenta-minutos, ele estenderá o tempo de seus estudos em 10% fazendo um curso de 10 meses levar 11.
Em contraste com assuntos como história ou geografia, aprender a língua inglesa é tal que o aluno não pode por em dia satisfatoriamente o que ele perdeu da lição estudando em casa - ele precisa do professor para praticar e corrigir sua pronúncia. Estudar em casa pode, é claro, ajudar a recuperar o atraso decorrente de perda de lições.
Se o aluno está com dificuldades, ou é muito rápido para a classe, normalmente fica evidente ao professor. Porém, se o aluno sente que o curso vai muito rápido ou muito lentamente para ele, ele deve falar com seu professor ou com algum funcionário da escola sobre isto, que informará o assunto para o diretor da escola.
Se o aluno é novo em uma classe, ou esteve ausente e está atrás dos outros alunos, ele não deve sentir pânico imediatamente porque ele não pode entender tudo o que está sendo dito. Deve, no entanto, esperar aproximadamente 10 lições antes de pedir para ser transferido para outra classe. Nestas 10 lições ele muito freqüentemente alcança o resto da classe, e então não é necessário transferi-lo, ou organizar lições de recuperação que o permitam alcançar os outros alunos. Também, quando uma classe nova é formada ou um professor novo assume uma classe, a classe precisa de algumas lições para se estabelecer e harmonizar.
A maioria dos alunos não gosta de mudança, mas é muito melhor mudar do que permanecer em um curso inadequado.
Algumas das perguntas no Método Callan podem parecer um pouco estranhas e às vezes bastante juvenis. Isto é porque quando se aprende um idioma o aluno tem que voltar a ser criança. As perguntas têm que ser simples e um pouco infantis, especialmente no Livro Um, porque o aluno não tem comando suficiente do idioma para articular uma pergunta complexa de adulto. Em todo caso, é de pequena importância o que é dito nas fases iniciais de aprendizagem de um idioma estrangeiro, é a maneira como é dito que importa.
Para o Método ser universalmente aplicável, as perguntas têm também que ser de uma natureza que qualquer aluno de qualquer idade, nacionalidade ou cultura possa responder depressa sem pensar ou vacilar. Não é o conteúdo das perguntas que são importantes, mas a estrutura, vocabulário e entonação.
O aluno deve aprender um idioma estrangeiro da mesma maneira como ele aprendeu seu próprio idioma quando ele era criança. A criança ouve o idioma primeiro, então imita o que ouve, depois vê as palavras escritas, e finalmente as escreve.
Quando uma criança aprende seu próprio idioma ela repetirá freqüentemente coisas que ela ouve sem entender exatamente o que ele está dizendo - a compreensão vem depois. Assim deve ser com um estudante de idioma. O aluno deve tentar não pensar muito, ou analisar tudo, ou continuar perguntando "Por quê?”. Isto, é claro, é difícil para um adulto desacostumado a fazer coisas sem entender o que ele está fazendo exatamente, ou por que ele o está fazendo; mas muitas perguntas reduzirão sua velocidade.
O aluno pode desejar saber como é possível aprender um idioma sem fazer trabalho escrito. Como uma criança, o aluno tem que aprender a falar e a entender antes que ele aprenda a escrever. A exceção de ditados e de algumas composições simples para o Cambridge Preliminary, o aluno não escreve nada até que ele alcance o Livro Cinco. Quer dizer, depois que ele começa a pensar em inglês. Antes disso, é desaconselhável. Até mesmo então, ele só escreve composições se ele for prestar um exame, como para o Cambridge First Certificate. Também, no Livro Dois ele escreve só algumas composições simples caso ele pretenda fazer o Cambridge Preliminary. A habilidade para fazer composições e traduções normalmente vêm automaticamente com a habilidade para pensar diretamente em inglês.
Falar um idioma é uma ação mecânica. Quando uma pessoa fala, ela não pensa em como está falando, somente sobre o que está dizendo. Alguns alunos acreditam que o Método Callan somente lhes ensina a repetir orações mecanicamente, mas não a expressar suas idéias. Isto não é verdade. O Método Callan prepara os alunos para o Cambridge Preliminary e para o Cambridge First Certificate, e não é possível passar nestes exames se os alunos não podem ler, escrever, falar e entender depressa e facilmente, e expressar suas idéias confortavelmente em qualquer assunto cotidiano normal.
Os Livros Dois e Três geralmente são os mais difíceis do Método Callan para o aluno, pelo fato de conterem uma quantia considerável de gramática. Uma vez dominados, porém, o idioma não deve apresentar muitos problemas para o aluno.
Depois que o aluno completa os primeiros três livros do Método Callan, pode ser dito que ele aprendeu os fundamentos do idioma, o suficiente para permitir usar o idioma. Infelizmente, neste momento ele tem um vocabulário de só 2.000 palavras que não é realmente bastante para ele se sentir confortável no idioma. Ele realmente precisa de outras 2.000 palavras. Os Livros Quatro e Cinco são projetados para lhe dar estas palavras extras rápida e eficazmente através das mesmas técnicas usadas nos primeiros três livros. Quer dizer, trabalho rápido de pergunta-resposta revisada várias vezes para assegurar lembrança imediata. Qualquer outro modo será extremamente lento e trabalhoso. Poderia até mesmo levar anos para aprender estas 2.000 palavras extras no modo normal, ou seja, principalmente através de leitura e conversação.
O grande perigo na conclusão dos primeiros três livros é que o aluno é muito impaciente para adquirir as 2.000 palavras extras contidas nos Livros Quatro e Cinco da mesma maneira como ele fez enquanto estudava os primeiros três livros. Ele se sente como se já soubesse o idioma e quer usar isto, e não só dar respostas fixas a perguntas fixas de uma maneira repetitiva e ordenada. Ele é igual a um atleta impaciente que quer sair muito cedo do treinamento e começar a competir. Se o professor lhe permite fazer isto, os resultados podem ser muito desapontadores. O aluno não está pronto para sair do treinamento. Se ele tenta usar o idioma muito cedo, ele se aborrecerá e não fará nenhum progresso no idioma. Como ainda lhe faltam 2.000 palavras fundamentais em seu vocabulário, ele não poderá falar de modo contínuo e depressa; ele gaguejará e gaguejará. E por conseguinte atrapalhará a si mesmo e ao resto da classe. Naturalmente, ele se sentirá frustrado e chateado por não lhe ser permitido sair de treinamento, mas ele se sentirá mais frustrado e aborrecido se lhe fosse permitido fazer isso. Somente no Livro Cinco do Método que o aluno pode dar respostas mais fáceis às perguntas.
Alguns alunos, quando começam o Livro Dois do Método, tendem a pensar que a natureza do Método mudou. Porém, não é a natureza do Método que mudou, mas a natureza do material. No Livro Um, é ensinado ao aluno desenvolver um reflexo rápido, ainda nos Livros Dois e Três, ele é ensinado as partes mais complicadas da gramática do idioma como também a continuar a desenvolver seus reflexos.
Nos Livros Quatro e Cinco, o Método parece mudar mais uma vez, mas isto é porque nestes dois livros o aluno está construindo vocabulário e está melhorando a sua habilidade de falar e entender. Ele também está se familiarizando com a estrutura essencial aprendida nos primeiros três livros.
Apesar da mudança na natureza do material, os cinco livros do Método são todos ensinados da mesma maneira e seguem os mesmos princípios básicos do Método, ou seja, trabalho rápido de pergunta-resposta sem um momento de pausa na lição.
Aprender um idioma é como escalar uma montanha - a metade final é a parte mais difícil. A tal ponto, que o aluno pode sentir que ele não está fazendo nenhum progresso e nunca chegará ao topo. Ele tem vontade de se render. É então que ele precisa se recordar que ele tem uma garantia que o assegura que ele terá sucesso. Como na vida em geral, "o segredo do sucesso é a constância de propósito".
Se o aluno está deprimido e sente que ele nunca dominará o idioma, ele deve olhar a última página do livro que ele está estudando e dizer a si mesmo que em um certo número de lições, de acordo com as condições de sua garantia, ele alcançará aquela página, entenderá e poderá usar tudo isto. O processo de aprendizagem é uma luta ininterrupta. Isto é porque novas etapas sempre estão sendo ultrapassadas. Para se animar, o aluno deve examinar as etapas anteriores que ele já cobriu e se lembrar como era difícil o trabalho na ocasião que ele o estava fazendo, e agora como o mesmo trabalho parece ser fácil.
Um idioma até o nível do Cambridge First Certificate pode ser visto como uma coleção de palavras que o aluno tem que aprender de cor e praticar colocá-las junto em sua ordem certa nas orações. Isto pode ser alcançado melhor copiando o professor e revisando até que esteja perfeito.
Às vezes um aluno começará seus estudos em uma classe de seis alunos. Depois, talvez, serão somados seis outros alunos à esta classe. Ele então, naturalmente, nota a diferença na quantia de tempo que fala, e se sente transtornado. Ele não deve se preocupar com isto. A escola ainda o levará ao término no número garantido de horas.
O nível mínimo ao qual o aluno deve atingir é Estágio 6 (Cambridge Preliminary). Qualquer nível abaixo disto não lhe dá conhecimento suficiente do idioma para o permitir a conversar com conforto razoável. Porém, são aconselhados aos alunos que não parem seus estudos até que eles alcancem pelo menos o fim do Estágio 9 (meio-caminho entre a Cambridge Preliminary e Cambridge First Certificate). Estudando este nível, eles se sentirão muito mais em casa com o idioma. Eles terão um bom conhecimento de todas as estruturas básicas do inglês que os permitirá acumular o vocabulário mais facilmente em seu campo particular.
Alguns alunos pedem para estudar o inglês comercial, técnico ou literário. No entanto inglês comercial, técnico ou literário consiste de inglês cotidiano normal entremeado com comercial, palavras técnicas ou literárias. O que o aluno precisa fazer, então, é começar a aprender inglês cotidiano normal até Cambridge Preliminary ou First Certificate. Então tudo que ele tem que fazer é aprender o vocabulário para seu assunto específico. Ele não precisa de um professor de inglês para isto. Em todo caso, mais termos comerciais e técnicos em qualquer campo específico são bastante internacionais hoje em dia. Quando um aluno reclama que ele não pode conversar no seu assunto com colegas de outros países, o problema quase sempre é que o inglês cotidiano normal dele não é bom o bastante, e não que o vocabulário técnico dele seja insuficiente. Por isto, uma escola usando o Método Callan não desperdiça o tempo do aluno tentando lhe ensinar o inglês comercial, técnico ou literário, mas somente o idioma cotidiano normal.
O Método Callan não leva o aluno ao nível do Cambridge Proficiency Certificate, mas só para o First Certificate (com um livro separado para o Avançado). Até o First Certificate, o Método faz a maioria do trabalho para o estudante. Depois disso, o estudante tem que fazer a maioria do trabalho para ele mesmo, porque o assunto então fica mais acadêmico.
Em uma escola privada, uma lição do Método Callan dura geralmente 50 minutos, não uma hora. Por causa disto, alguns alunos se sentem como se estivessem sendo roubados de 10 minutos de instrução. Porém, pesquisas mostraram que estudar mais que 50 minutos não é produtivo. Como com a maioria das matérias, a duração ideal da aula é 40 minutos. Depois disso, professor e alunos começam a cansar. Eles podem administrar outros 10 minutos, mas mais que isso os cansa e lhes faz começar a rejeitar o ensino inteiro e o processo de aprendizagem e a olhar as lições futuras com muito menos entusiasmo. O resultado é professores cansados e alunos cansados.
A maneira ideal para estudar é ter uma aula de cinqüenta minutos cinco dias por semana. Se isto não é possível, então talvez três dias por semana (segunda, quarta e sexta, por exemplo). Dois dias por semana é uma alternativa pobre, especialmente para um iniciante, porque se passa muito tempo entre uma lição e outra. Se o aluno tem pressa de aprender, ele pode ter duas aulas por dia - uma de manhã e outra a tarde. Se isto não é possível, então as duas aulas podem ser dadas juntas. Muitas aulas dadas juntas, porém, podem ser cansativas, como em qualquer matéria.
Há uma convicção popular de que as crianças com menos de dez anos de idade aprendem um idioma mais depressa que os adultos. A verdade é exatamente o contrário. Se as crianças vão morar no país onde o idioma é falado, eles “aprendem” com perfeição em questão de meses, mas se eles “estudam” em uma escola no seu próprio país, elas aprendem muito lentamente, pelo menos até que elas alcancem o fim do Livro Dois do Método Callan. Então elas são capazes de aprender mais rapidamente e mais facilmente que os adultos. Esta lentidão inicial é principalmente devida a concentração pobre e a relutância de se aplicar a algo que eles não desejam fazer ou não podem entender a razão de fazê-lo.
Quando terminado seus estudos, o aluno deve pedir a escola o Certificado do Método Callan para mostrar o nível de inglês que ele alcançou.
Se, por qualquer razão, o aluno achar que depois das suas primeiras 15 lições não lhe foi dado uma garantia, ele deve lembrar a escola deste fato. A garantia é a melhor segurança do aluno de que ele alcançará o resultado prometido pelo Método Callan.
O aluno tem que se lembrar de não se preocupar. Ele está garantido de obter o resultado que deseja, não importa o que aconteça. Um dos grandes inimigos da aprendizagem é a impaciência. Se o aluno é paciente, ele está certo de ter sucesso.
Nós vivemos em uma época impaciente. Algumas lojas na Inglaterra, como lojas de fotocópias, têm avisos em suas paredes dizendo "O impossível nós fazemos imediatamente, milagres levam um pouco mais de tempo". Assim é com o Método Callan. Porque o Método ensina o inglês em um quarto do tempo normal, alguns alunos esperam poder milagrosamente conversar em inglês depois de algumas semanas no Livro Um. É recomendado ao aluno que ele não espere começar a se sentir confortável com o idioma até que ele complete o Livro Dois do Método, e normalmente o Livro Três.
Como com a maioria das coisas na vida, é muito fácil achar falhas no Método Callan. O aluno achará coisas com as quais ele discorda ou não gosta. Mas até mesmo se o Método estivesse cheio de defeitos, não importaria - ele funciona. Ele dá ao aluno o resultado que ele quer, e em um quarto do tempo normal.
Ao contrário da maioria das outras matérias, na aprendizagem de um idioma não importa como o resultado é obtido; é só o produto final que conta.
Se o aluno requer qualquer informação adicional relativa ao Método, ele deve consultar o Manual do Estudante que acompanha o Método Callan, ou falar com o diretor da sua escola.
Se há qualquer coisa sobre a escola que transtorne o aluno, ele não deve vacilar em fazer com que seu descontentamento seja conhecido - preferencialmente para um funcionário da escola. Uma boa escola particular dá boas-vindas a reclamações.
Só deste modo ela pode fornecer um bom serviço. topo
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Como ao aluno, ao professor é pedido aderir estritamente ao Método e aceitá-lo sem perguntas. Tal atitude seria inconcebível em qualquer outra matéria, como história ou literatura, mas um idioma é um matéria de habilidade. Porém, a real razão por aceitar o Método sem perguntas é que ele funciona, e obtém os resultados que o aluno e o professor desejam. Se o professor não aderisse rigidamente ao Método, seria injusto aos alunos que vêm a ele (ou a sua escola) para serem ensinados pelo Método Callan, não pela sua versão daquele Método. Alguns professores são como atores que não estão contentes de atuar em uma peça; eles querem produzir, dirigir e escrever o roteiro.
Professores freqüentemente não vêem a importância da pontualidade. Eles não percebem que não estão só atrasados para o trabalho, mas estão mantendo clientes pagantes esperando, o que significa que os clientes estão pagando algo que eles não estão recebendo. Por exemplo, se a aula começa ocasionalmente cinco minutos atrasada, ela deveria terminar cinco minutos mais tarde. Se isso não acontece, o professor pode estar roubando o aluno em 10% do seu tempo de estudo, aumentando assim a duração global do curso. A escola deve então tocar uma sineta para marcar o começo e o fim de cada aula, de forma que o aluno possa ver que ele não está perdendo qualquer parte da sua aula.
Muitos professores em escolas que usam o Método Callan, sendo jovens, tendem a não perceber que certos trabalhos exigem certas maneiras de se vestir. Como uma figura pública, um professor tem que estar bem vestido, porque as pessoas têm que se sentar e o olhar.
Quando o professor passa pela porta no início de cada aula ele deve apontar o aluno a sua esquerda e então para o da sua direita e dizer "faça uma pergunta". Os alunos fazem então uma rodada rápida de perguntas enquanto o professor está organizando seus livros. Isto faz com que a aula tenha um começo rápido e dá aos alunos uma chance para praticar a formação do interrogativo e compor perguntas livres. O mesmo procedimento também deve ser adotado ao término de cada aula. Não importa se a rodada de perguntas é completada; a coisa importante é que a lição tenha um começo rápido.
Quando faz perguntas aos alunos, o professor deve estar caminhando em círculos atrás de sua escrivaninha, e estar aproximadamente a um metro de seu livro. Se ele se senta, ele se torna muito menos dinâmico e a aula se move a um passo mais lento. Em conseqüência, os alunos perdem a concentração, ficam chateados e reduzem a velocidade de aprendizagem. Porém, o professor pode se sentar quando dando uma leitura ou um ditado.
O professor não deve ensinar com seu livro em cima de uma mesa. Ele deve tê-lo inclinado sobre um descanço de livros ou em um pedestal, de forma que ele não tenha que continuar a abaixar sua a cabeça para ler as perguntas. Tal uma ação é muito desconcertante para uma platéia e não é natural.
O professor deve sempre fazer duas vezes cada pergunta a velocidade máxima, e imediatamente começar a resposta para o estudante lhe dando as primeiras duas ou três palavras da resposta. Por exemplo: "Is the table behind me? Is the table behind me? No, the table…”.
O professor não deve esperar um segundo pela resposta do aluno, mas deve começar a tirar a resposta imediatamente dele por um processo de “empurra e puxa”.
Não deve haver um momento de silêncio na aula. O professor e os alunos devem estar falando todos os segundos. Deve haver um mínimo de 210 palavras por minuto falado no ar por uma combinação de professor e alunos, quer dizer, um total de 12.600 palavras girando na sala por hora. Com este número de palavras que entram nos ouvidos do aluno, ele aprende inglês em um quarto do tempo. Com outros métodos de ensino somente 3.000 palavras aproximadamente são faladas na aula.
O professor não deve deixar de falar durante um segundo durante a aula inteira. Ele deve responder até mesmo com o aluno quando o aluno não precisar da ajuda dele. Ele também deve ler com o aluno. Deste modo, ele segura a atenção dos outros alunos. Tal falação constante não é cansativa para o professor, pois ele tem tudo preparado para ele pelo Método, e a aula é dividida cuidadosamente para o descanso de sua voz . Outras formas de ensino são muito mais cansativas.
No momento em que o aluno termina de responder uma pergunta, o professor deve mudar para outro aluno com a próxima pergunta.
O professor deve se assegurar de que cada aluno aluno recebe mais ou menos o mesmo número de perguntas que os outros alunos da sala.
É extremamente importante que o professor corrija a pronúncia do aluno. Na primeira metade do Livro Um, por exemplo, ele deve fazer uma correção em quase toda oração. Depois disso só será necessário a cada duas ou três orações. Suas correções devem ser feitas depressa imitando o erro do aluno. Por exemplo, " Não, não, não ' thees ees', mas ' this is', repita ' this is' ".
Se o aluno deseja ouvir como uma aula do Método Callan deve ser dada, ele deve escutar às fitas que acompanham seus livros. Nas fitas há uma lição de demonstração que é dada por um professor especialista. Para uma idéia mais precisa de como a aula deve ser dada, o aluno pode pedir para sua escola mostrar o vídeo de treinamento do professor que acompanha o Método.
Para ajudar a assegurar que os professores em uma escola estão usando o Método corretamente, a escola deve ter intercomunicadores instalados em cada sala de aula, de forma que o diretor possa escutar às aulas em qualquer hora.
É extremamente importante que o professor revise cada lição um número suficiente de vezes, de forma que todos os alunos na classe possam entender as suas perguntas quando ele falar com a velocidade máxima. Se os alunos não ouvem as perguntas um número suficiente de vezes, eles nunca desenvolverão qualquer velocidade de oração ou compreensão. Calcular o número correto de revisões, então, é de importância extrema. Se o aluno revisa pouco (ou até mesmo se revisa muito), prolonga consideravelmente seu tempo de estudos. Se o professor revisa pouco, ele confundirá o aluno, enquanto que se ele revisar muito, ele o chateará.
Os alunos são divididos em cinco categorias – Excepcional, Rápido, Médio, Satisfatório e Lento. Aproximadamente 5% dos alunos em uma escola podem ser considerados excepcionais, 15% rápidos, 60% médios, 15% satisfatórios e 5% lentos.
Alunos exepcionais iniciantes da Europa Ocidental normalmente cobrirão 12 novos parágrafos dos livros do Método por aula de 50 minutos, ainda os alunos rápidos cobrirão 8, médios 6, satisfatórios 5 e lentos 4. Se os alunos cobrem menos de 4 parágrafos por aula, poderia significar que o professor não está usando o Método corretamente.
No que se refere a revisão, estudantes excepcionais precisarão só revisar o material ensinado em cada lição duas vezes. Enquanto os estudantes rápidos precisarão revisar isto 3 vezes, médios 4 vezes, satisfatórios 5 vezes e lentos 6 vezes. O número de revisões que um curso requer, não permanece constante. Se uma classe sofreu faltas durante um certo tempo ou alcançou uma parte difícil do Método, reduzirá a velocidade, o que significa que o professor terá que aumentar o número de revisões. Por outro lado, se uma classe acelera quando começa a dominar o idioma, o número de revisões precisará ser reduzido.
Os alunos excepcionais, sendo lingüistas naturais, não precisarão de fazer toda leitura e todo ditado. Eles precisarão fazer só uma leitura e um ditado em 3. Enquanto que os alunos rápidos precisarão fazer só uma leitura e um ditado em 2. Os alunos médios precisarão fazer todas as leituras e todos os ditados uma vez. Os alunos satisfatórios talvez todas as leituras e ditados duas vezes e os alunos lentos talvez todas as leituras e ditados 3 vezes.
Às vezes um professor esquecerá de dar uma leitura ou um ditado durante a aula. Quando isto acontecer, os alunos devem lembrá-lo. Se o professor não calcula o número de revisões, leituras e ditados corretamente, pode, como já foi declarado, aumentar enormemente o tempo de estudos do aluno. Uma escola do Método Callan na Europa Ocidental, por exemplo, estava levando 105 horas (em vez das habituais 40) para levar seus alunos médios comuns pelo Livro Um do Método, porque estava fazendo com que eles completassem cada leitura e ditado três vezes, e estava revisando excessivamente.
É dito ao professor que ele não deve manter conversação livre durante a aula em qualquer forma com seus alunos, nem mesmo durante um minuto. É um modo extremamente lento de aprendizagem de um idioma, e eventualmente chateia os estudantes. É pedido ao professor se manter rigidamente às perguntas e respostas nos livros do Método Callan. Os estudantes podem ajudá-lo nisto não encorajando a conversa. Conversa pode acontecer antes ou depois da aula.
A definição de "conversar" é quando o professor entra na sala de aula e diz, por exemplo, "Alô, como estão todos vocês? Alguém viu na televisão ontem à noite aquele filme sobre a bomba de hidrogênio? O que vocês acharam?”. Aqueles alunos que estão interessados, então começam a conversar com o professor sobre a ameaça de guerra nuclear. Isto desperdiça cinco minutos da lição quando nada está sendo ensinado e três quartos dos alunos estão sentados em silêncio. Estes cinco minutos representam 10% da lição que significa que os alunos levarão 11 meses para terminar seu curso em vez de 10.
Outro exemplo de conversa é quando o professor faz uma pergunta como " Se você fosse um milionário, onde você moraria?” e o aluno responde que ele moraria no Sul da França, e o professor e aluno começam a conversar sobre o Sul de França e por que o aluno gostaria de viver lá. Tais conversas são um grande desperdício de tempo. O aluno não tem a habilidade para conversar naquela fase de seus estudos. Se ele tivesse, ele não precisaria estar na escola. Depois que o aluno completa todos os livros do Método Callan, ele tem conhecimento suficiente e fluência para conversar sem desperdiçar todo o tempo do mundo, mas então ele não precisará mais da escola.
Pode ser visto que se o professor começa cada aula cinco minutos atrasado e conversa durante cinco minutos, ele soma 20% para o tempo de estudo dos alunos e transforma um curso de 10 meses em 12 meses.
Como conversar é um dos maiores problemas, o aluno deve lembrar seu professor de que ele, o aluno, vem para a escola aprender inglês e não desperdiçar o seu tempo escutando as visões do professor em política, cinema ou qualquer outro assunto.
Quando um aluno iniciante se une ao curso, ele deve falar para o professor que ele é iniciante, pois às vezes o professor não tenha sido avisado sobre isto. O professor não deve fazer então nenhuma pergunta durante a primeira aula para este aluno. Esta aula é para adaptar o aluno ao curso. Ao término da aula o professor deve perguntar para o aluno se ele achou o curso muito rápido ou muito lento. Se o aluno se sente razoavelmente confiante, o professor, durante a segunda lição, pode lhe fazer uma ou duas perguntas fáceis. Apenas na terceira lição ele pode tratá-lo como qualquer outro aluno. Se este lento processo de adaptação não estiver dando certo, o aluno pode se sentir muito incomodado na frente de uma multidão de estranhos. Ele precisa de tempo para se acostumar com a voz do professor e com a velocidade da aula. Se, depois da terceira lição, o aluno ainda se sentir incomodado no curso, o professor deve pensar talvez em ter que mudá-lo para um curso mais satisfatório.
Antes de cada aula, o professor deve pôr marcadores de texto em seu livro para indicar onde a revisão começa e termina, onde o trabalho novo começa, e onde os ditados e leituras serão dadas. Se ele não faz isto, ele corre o risco de desperdiçar tempo na lição enquanto ele procura o ponto exato para o início destas atividades.
O professor não deve usar o nome do estudante quando lhe faz uma pergunta, pois isso reduz a velocidade da lição. Ao invés ele deve apontar para o aluno que ele quer que responda a pergunta (preferencialmente com um lápis em lugar de dedo).
Cada pergunta do Método é esquematizada cuidadosamente para obter o máximo do aluno. O aluno deve se assegurar então de que o professor não muda o teor das perguntas. Ele pode fazer isto através de checagem das perguntas no seu próprio livro que é idêntico ao do professor com exceção das instruções da lição encontradas no livro do professor.
Como um exemplo do professor que mexe com as perguntas, nós temos a pergunta "Todas a mulheres do mundo são bonitas?”, para a qual a resposta é "Não, nem toda mulher no mundo é bonita, mas algumas são bonitas e algumas são feias". O professor pode mudar a palavra "mulher" para "flor" para não ofender as feministas, mas isso destrói o propósito da pergunta que é extrair as palavras "algumas... algumas" e "feia" do aluno. Com a palavra "flor" o aluno poderia responder "Sim, toda flor é bonita" que é uma resposta muito fácil. Nenhuma pergunta no Método é anti-feminista, ou tem qualquer implicação política ou religiosa. De fato, é dito ao professor que fique fora de tais assuntos, pois ele está ensinando inglês, e não política ou religião. Como alguns professores continuavam mudando a palavra "mulher" para "flor", foi necessário que o Método mudasse a palavra "mulher" para "cidade" no caso da pergunta acima.
Há um tipo de professor em particular que não gosta de ensinar, e especialmente ensinar com o Método Callan que não lhe permite ensinar de seu próprio modo e usar suas próprias teorias de ensino. Se ele está trabalhando em uma escola privada fora de seu próprio país, ele só pode ter começado a trabalhar para permiti-lo ver algo do mundo e aprender um idioma estrangeiro. Ele pode criticar então e pode denegrir o Método Callan. Por exemplo, ele pode tentar discutir aqueles avanços consideráveis no ensino de inglês desde que o Método Callan foi inventado, e que há outros modos de ensino igualmente válidos. Infelizmente, desde aproximadamente 1950, quando o inglês começou a se tornar o idioma internacional de uma maneira geral, não houve quase que nenhum avanço significativo no ensino do idioma. Houve muitas experiências e muitas teorias avançadas, mas o idioma continuou sendo ensinado da mesma velha maneira, confusa. A única melhoria principal que aconteceu foi o estabelecimento de centros de treinamento para proporcionar aos professores cursos de quatro semanas nos princípios gerais do ensino do inglês.
O Método Callan não é perfeito. Seria muito estranho se fosse. Há talvez algumas poucas maneiras nas quais pode ser melhorado, mas a CMO achou que não vale a pena fazer mudanças somente para economizar a metade de um por cento do tempo de estudo do aluno.
Se o professor não concorda com o Método Callan, então, ele deve ou usá-lo como deve ser usado, ou deve ensinar da maneira tradicional em uma escola tradicional, ou deixar de ensinar completamente. É muito injusto com seus alunos usar o Método Callan e então mudar a maneira na qual deve ser ensinado. Ele não obterá o resultado desejado.
O Método Callan protege o aluno contra ensino ruim. Se é ensinado corretamente, é impossível não obter um resultado excelente. As instruções do Método dispõem exatamente como o Método deve ser usado, assim é responsabilidade do aluno assegurar que seu professor use-o corretamente.
Também há um tipo de professor que pode gostar de ensinar mas também gosta de criticar tudo e tem uma visão anárquica e contenciosa da vida em geral. Qualquer partido que seja o partido que esteja no governo em seu país, ele em princípio é contra. Ele é o tipo de pessoa que, se os amigos sugerem ir ao cinema, ele dirá "Não, vamos ao teatro". Se eles concordam em ir ao teatro então, ele dirá "Não, pensando melhor, vamos ao cinema". Quando sair do cinema, ele dirá que o filme que eles a pouco viram era "um monte de lixo" mesmo que tenha ganho um Oscar. Se ele tivesse a oportunidade de dar um passeio em um Rolls Royce e seu rádio não funcionasse perfeitamente ou fosse ligeiramente obsoleto, ele diria que o carro inteiro era desprezível. Ele se comporta assim, em uma tentativa de afirmar sua autoridade e parecer inteligente. Ele raramente coloca argumentos razoáveis ou construtivos. Com a profissão de professor de inglês tirando seus professores de todos os cantos da vida, ela atrai um número enorme de tais pessoas que a escola e seus alunos devem estar preparados contra. O Método Callan deve ser julgado completamente pelos seus resultados. Tal profissão também atrai indivíduos inquietos que acham difícil se ajustar confortavelmente na sociedade. Deve ser acentuado, porém, que somente um professor em cada dez é deste tipo.
O professor não deveria usar nenhum outro material que os livros do Método Callan.
Depois de terminado o Livro Dois ou Livro Três do Método, alguns professores, e algumas escolas, pensam que o Método precisa de um pouco de animação, e por conseguinte introduzem outros livros na lição. Se, introduzindo tais Livros, a escola ainda pode garantir o sucesso do aluno nos exames de Cambridge no mesmo número de horas garantido pelo Método Callan, ou seja, aproximadamente 80 horas para o Cambridge Preliminary e 160 horas para o Cambridge First Certificate, então ótimo. Mas experiências mostraram que o número de horas sempre é aumentado.
Aprender um idioma estrangeiro é muito interessante para algumas pessoas. Porém, a maioria dos alunos não estuda inglês porque eles têm uma paixão por aprender idiomas, mas porque eles precisam disto para propósitos de comunicação internacional. Por conseguinte, eles querem aprender depressa e o melhor possível. Experiências mostraram que alterando-se a aula se reduz a velocidade e eventualmente aumenta o enfado.
Alguns professores e escolas tentam combinar o Método Callan com as formas tradicionais de ensino. Eles poderiam dar para seus alunos a metade da lição do Método e poderiam gastar a outra medade conseguindo que seus alunos façam exercícios de gramática, traduções e conversações livres. Como já foi mostrado, isto somente dobrará o tempo de estudos dos alunos desnecessariamente.
O professor deve fazer com que os alunos comecem a corrigir seus ditados ao término de cada aula antes que ele deixe a sala. Se os alunos não corrigem seus ditados, significa que eles desperdiçaram seu tempo os fazendo.
Só quando estão se preparando diretamente para um exame, como os de Cambridge, o professor deve usar qualquer livro diferente do Método Callan, e só então com alunos que se matricularam de fato para o exame. Tais livros só devem consistir em documentos de exame passados direcionados a dar aos alunos pratica em técnica de exame.
O número de aulas dadas em um curso de preparação para um exame de Cambridge sempre deve ser mantido a um mínimo. O aluno não melhora a sua habilidade de inglês trabalhando com documentos de exame passados e nem aumenta seu vocabulário, a menos que os documentos sejam revisados duas ou três vezes sistematicamente. Seu tempo é então melhor gasto continuando a estudar o Método Callan ou passando por uma revisão completa do Método para preencher as lacunas de sua memória. Uma grande parte do novo vocabulário que ele ganha dos documentos de exame passados não é essencial ao transcurso do exame. É incluído para ver se o aluno é capaz de compreender o significado geral de um texto sem necessariamente saber o significado de todas as palavras.
Como uma diretriz básica, só aproximadamente 7% de um curso deve ser dispensado para a preparação de um exame. Por exemplo, se a um aluno comum é dado uma garantia de 240 aulas para o Cambridge First Certificate, ele gastaria aproximadamente 17 aulas em preparação direta para o exame, e certamente nada mais que 10% (24 lições). Muitos alunos precisam de só 5% (12 lições) de preparação. Algumas escolas que não usam o Método Callan dão vários meses de preparação o que é bastante desnecessário e muito esbanjador do tempo e dinheiro do aluno. Para o Preliminary, as 17 lições acima seriam reduzidas a 8 ou 9.
Há uma tendência entre alguns professores a reduzir a velocidade da aula depois que o Livro Três do Método foi completado. Isto está errado. Devem ser mantidos o ritmo e verve da lição ao longo do Método inteiro. As perguntas devem ser feitas duas vezes ao máximo e as respostas tiradas imediatamente dos alunos, até mesmo quando estudando documentos de exame passados.
Uma sala de aula é usada por vários alunos por hora durante várias horas por dia. Se as janelas e portas não são deixadas abertas após cada aula, o oxigênio, essencial ao funcionamento claro do cérebro diminui e os alunos começam a se sentir sonolentos. Os alunos devem lembrar o professor de abrir as janelas e portas depois de cada aula, ou até as abram eles mesmos.
Cada parte do mundo onde o inglês é falado tem seu sotaque - o escocês, irlandês, galês, americano, australiano etc. - e cada área de cada país também tem seu sotaque. Na Inglaterra, por exemplo, há os sotaques de Londres, Yorkshire e Somerset, para dar somente três exemplos, enquanto na América há os sotaques de Nova Iorque, Texas e o Meio-oeste. Do ponto de vista do aluno isto pode ser muito confuso. É difícil bastante para ele aprender inglês sem ter que enfrentar sotaques diferentes. Seu professor deve então tentar falar o inglês comum, quer dizer, o inglês padrão: Inglês sem um sotaque. Normalmente não é difícil para o professor fazer isto. Normalmente é só uma questão de ajustar dois ou três sons vocálicos. Se o aluno deseja saber como soa o inglês padrão, ele deve escutar às fitas Método Callan, ou, quando possível, escutar os apresentadores da British Broadcast Corporation (BBC).
A pronúncia inglesa comum originou-se na área triangular formada por Londres, Oxford e Cambridge. Isto não significa que todo o mundo nesta área fale o inglês padrão, como não significa que todo o mundo fora desta área fale com um sotaque regional. Um professor de Liverpool, Glasgow ou Austrália poderia falar o inglês padrão, enquanto que um professor de Londres poderia falar com um sotaque Cockney. Depende da educação do professor e experiência de vida.
Como já foi mostrado, e deve ser repetido aqui, há alguns professores que acham muito difícil aceitar as regras do Método Callan. Tais professores normalmente são do tipo que preferem fazer coisas a seu modo. Porém, ignorar as regras é muito injusto para os alunos, porque prolonga o tempo de seus estudos consideravelmente. Estes professores deveriam ou aceitar as regras, usar algum outro método ou considerar outra forma de emprego, permitindo, assim, que pessoas mais adequadas façam o trabalho. Geralmente pensa-se porém, que professores de mente independente gostam de usar o Método uma vez que eles aceitem suas regras e se tornam acostumados a usá-lo.
Se o aluno está estudando em uma escola que não está usando o Método Callan corretamente, ou está se anunciando incorretamente dando ao público a impressão de que é uma Escola Callan, ele pode escrever à Callan Método Organisation (CMO) em Londres e informar o fato. A CMO tem pouca autoridade ou controle sobre qualquer escola, e não pode obrigar uma escola a usar o Método corretamente, mas pode passar à escola qualquer reclamação que receber de alunos e explicar que é no próprio interesse da escola usar o Método corretamente e fazê-lo para obter o máximo do Método. Também a escola achará mais fácil de atrair os professores bons se mantiver uma boa reputação.
Quando escrever a CMO, o aluno não precisa dar seu nome e endereço (só o da escola) se ele não deseja ser envolvido em qualquer discussão com sua escola. Mesmo que ele tenha dado seu nome e endereço, o CMO não os revelaria. Não há necessidade de transtornar a relação aluno-escola mas, ao mesmo tempo, o aluno não deve sofrer em silêncio.
Antes de escrever para a CMO, porém, o aluno deve tentar reclamar diretamente com a escola ou enviar anonimamente sua reclamação através do correio se a escola não tiver uma caixa de reclamações. Algumas escolas têm um sistema de formulário de reclamações que o aluno pode preencher ou pode enviar para a escola ou pode depositar em uma urna na escola. Alternativamente, ele deve procurar outra escola que usa o Método Callan para estudar. Ele só deveria escrever à CMO como último recurso.
Qualquer escola que se anuncia como usando o Método Callan, mas não está usando corretamente, é como um fabricante que anuncia um carro como fazendo 200 km por hora quando de fato faz só 80 km por hora. Na maioria dos países há um Ato de Descrições de Comércios para proteger o cliente contra tal publicidade enganosa. O cliente tem o direito de receber os bem descritos no anúncio. Se nós reservamos um quarto em um hotel de primeira classe, nós esperamos um serviço de primeira classe, não um de segunda classe.
O aluno sempre tem que se lembrar de que se o Método não está sendo corretamente usado, é seu tempo, dinheiro e energia que estão sendo perdidos, não os da escola. Até mesmo se a escola o leva ao resultado pela metade do tempo normal, não é suficiente - deve levá-lo ao resultado em um quarto do tempo normal.
A melhor indicação de que o professor está usando o Método Callan corretamente é a garantia que ele, ou a escola, deu os alunos. Se foi dada aos alunos determinadas garantias para seus exames ou níveis que eles desejam alcançar no número de horas recomendadas pelo Método Callan, é uma indicação justa que o professor está usando o Método razoavelmente correto. Caso contrário ele não poderia obter os resultados naquele número de horas.
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Em 1959, O Sr. Callan recebeu uma carta de um amigo perguntando se ele gostaria de ensinar Inglês na Berlitz de Salermo, na Itália. O Sr. Callan nunca havia pensado em se tornar um professor e tinha outros planos para sua vida, mas, como o amigo havia lhe dito que ele poderia fazer o trabalho por um período de somente seis meses se ele desejasse, decidiu ir – como se estivesse trabalhando durantes as férias no exterior.
Para o seu constrangimento, foi lhe dado somente dois dias de treinamento (consistindo de assistir o amigo ensinar) e então foi empurrado para dentro de uma classe de alunos italianos que não falavam nenhuma palavra em inglês, da mesma forma que o Sr. Callan não falava nenhuma palavra em italiano.
Apesar disto, e do fato de que ele achou o método da Berlitz virtualmente não ensinável, ele ficou na escola por um ano. Naquela época, ele nunca tinha visto um único aluno da Berlitz que havia atingido o nível do Cambridge Preliminary, que consiste somente de inglês básico. Mais tarde ele descobriu que outros métodos não eram muito melhores. A razão pela qual ele ficou um ano, foi porque ele começou a desenvolver a sua própria versão do Método Direto (diferente em 33 maneiras de outros Métodos Diretos).
Ele então retornou para a Inglaterra por um ano, depois voltou a Salermo para abrir sua própria escola. Na verdade ele não queria abrir sua própria escola, ele só queria escrever os livros do Método dele e colocá-los a venda nas lojas, igual a quaisquer outros livros, mas percebeu que ele precisaria de uma escola como um laboratório experimental para o desenvolvimento do Método.
De início, ele dava aulas particulares (como uma escola de um homem, com classes de 12 alunos pagando £5 por aula), recebendo, pelos padrões de hoje (1996), £150.000 por ano antes dos impostos, trabalhando 80 horas por semana. Ele não podia, naturalmente, continuar daquela forma e ao mesmo tempo escrever os livros, e daí ele começou a empregar outros professores.
O método lhe tomou 10 anos para escrevê-lo, e naquela época ele fez a escola dele se tornar a maior (e virtualmente a única) em Salermo, com 400 alunos. Ele viu a Berlitz eventualmente fechar, como ela o fez por toda a Itália e pelo resto do mundo: hoje há somente 200 escolas ainda no mundo, o que não é nada considerando que só em Tokyo há 800 escolas particulares de inglês.
Tendo terminado de escrever o Método, o Sr. Callan franqueou sua escola de Salermo para três dos seus assistentes e abriu uma escola em Milão. Dentro de três meses ele tinha conseguido 300 alunos, e contratos com muitas das empresas internacionais de eletrônica, tal como Honeywell, Philips, Olivetti e Hewlett Packard. Então ele franqueou a escola e dez outras na Itália, e abriu um escritório no número 62 da Oxford Street, em Londres, com a única intenção de treinar professores lá e enviá-los para as escolas do exterior.
Eventualmente, entretanto, o escritório tornou-se uma escola, que poucos anos depois se mudou para o número 139 da Oxford Street, onde está até os dias de hoje.
Como já mencionado, o Sr. Callan não queria abrir escolas: ele somente queria colocar os livros do Método a venda nas lojas, fazer outra coisa com sua vida, e viver tranqüilamente. Infelizmente, enquanto escrevia os livros, ele percebeu que a menos que os professores do Método fossem supervisionados de perto eles mudariam o Método para adequá-lo as próprias terias de ensino deles, e, fazendo isso, não conseguiriam um resultado em um quarto do tempo normal. Se o Sr. Callan tivesse colocado o livro a venda nas lojas com o slogan “Inglês em um quarto do tempo!” o Método teria sido ridicularizado e poderia ser processado sob o “Trades Description Act”. Não seriam os professores que haveriam de ser culpados por não conseguir atingir o resultado em um quarto do tempo normal, mas o Método. Logo, ele foi forçado a franquear as escolas na esperança de controlar o uso do Método. Isto se provou ser uma perda de tempo, pois os donos das escolas tornaram-se tão difíceis de se controlar quantos os professores, apesar de assinarem contratos que atestavam que eles usariam o Método corretamente.
Durante este período, o Sr. Callan também ofereceu o Método, sem cobrar nada, para escolas já estabelecidas. Ele enviou brochuras para 300 escolas em Londres, Oxford, Cambridge e Itália. Nem uma escola respondeu. Em seguida, ele enviou uma carta oferecendo dar a elas os 12 primeiros livros de graça e treinar os primeiros professores sem cobrar, de tal forma que as escolas poderiam tentar utilizar o Método. Mesmo assim ninguém respondeu; nem mesmo por curiosidade. Um comportamento como esse é completamente incompreensível.
Deparando-se contra uma “sólida parede de tijolos”, o Sr. Callan, em desespero, escreveu ao Duque de Edinburgh, que é o responsável titular da profissão de ensino de Inglês. Duas vezes por ano, no Palácio de Buckinham, ele lidera um comitê que discute o ensino do Inglês como língua estrangeira. O Sr. Callan perguntou-lhe se ele enviaria alguém para investigar o seu Método – preferivelmente alguém com um histórico científico ou de negócios, como alguém que está acostumado a julgar coisas objetivamente e não emocionalmente, mas puramente em seus méritos.
Sua Alteza Real enviou o homem perfeito para o trabalho, David Hicks, o Responsável da “English-Speaking Union”. O Sr. Hicks tinha graduação em Francês e Alemão, tinha sido piloto de bombardeio durante a última guerra mundial, e além de dirigir a ES-Union, lecionava lógica e oratória. Depois de duas horas conversando com o Sr. Callan, ele ficou completamente convencido de que o Método ensinava inglês em um quarto do tempo normal, mesmo antes de vê-lo em ação. Como ele disse ao Sr. Callan, ele tinha vindo vê-lo inicialmente para descobrir se ele era algum tipo de excêntrico, pois sempre recebia cartas de pessoas excêntricas. Conforme lhe ficou claro que o Sr. Callan não era um excêntrico, logicamente concluiu que o que ele dizia deveria ser verdade, porque somente um louco varrido faria tais afirmações absurdas como o Sr. Callan estava fazendo.
O Sr. Hicks enviou David Morgan, um professor de Inglês da Universidade de Oxford, para investigar o Método de fato. O professor Morgan tinha estado ligado ao ensino do Inglês como língua estrangeira desde 1947, e conhecia todos os métodos do mercado; ele era também um inspetor de escolas de inglês pelo Consulado Britânico. Ele despendeu seis semanas na Callan School, sentando para assistir aulas, falando com professores e alunos e acompanhando o progresso dos alunos. Ele também assistiu professores sendo treinados, e comentou que depois de cinco dias de treinamento, os professores da Callan adquiriram uma técnica melhor em sala de aula do que as duas filhas dele conseguiram adquirir depois de um ano de treinamento na Universidade de Oxford.
Ele concluiu por meio de suas observações e estudos de que o Método era o mais rápido que ele já tinha encontrado, mas, sendo um homem extremamente preciso e cauteloso, ele não poderia dizer que era quatro vezes mais rápido, porque isto envolveria a compilação de estatísticas próprias por um período de aproximadamente seis meses a um ano, o que não estava ao seu alcance.
Ele apresentou o seu relatório para o Duque de Edimburgo na reunião do conselho no Palácio de Buckingham, onde especialistas tentaram desvirtuar o que havia constatado. Felizmente, ambos Sua Alteza Real e David Hicks perceberam que os especialistas estavam atacando o Método porque todos eles tinham escrito seus próprios livros de ensino, os quais eram vendidos por todo o mundo, e, como David Hicks disse “eles correram assustados”. Sua Alteza Real e Hicks julgaram o Método puramente pelos seus resultados, que é o que interessa aos alunos.
Apesar da oposição, o Duque de Edimburgo e a English-Speaking Union deram suporte ao Método, e um artigo apareceu na EFL Gazette para este efeito. 4000 cópias da Gazeta foram enviadas para escolas de inglês de todo o mundo, o que significaria que por volta de 40.000 pessoas leram o artigo, mas nem uma única pessoa contatou a Callan School para maiores informações; nem por curiosidade. Isto era equivalente a um artigo aparecendo na revista da Organização Mundial de Saúde atestando que a cura do câncer tinha sido encontrada e nenhum médico ou hospital fazer a mais simples investigação sobre ele.
Quando chegou a esse ponto, o Sr. Callan jogou a toalha. Até ali, ele tinha achado que, por alguma razão, o TEFL (Ensino do Inglês como Língua Estrangeira) não tinha desejado acreditar ou escutá-lo particularmente, mas agora ele percebia que não ia escutar o Duque de Edimburgo, David Hicks, Professor Morgan ou a Englsih-Speaking Union, e que o problema não era que as pessoas da profissão não acreditavam no que o Método dizia, mas que eles realmente acreditam no Método – e estavam “correndo assustados”. As escolas particulares de inglês estavam com medo de perder três quartos de seus rendimentos, enquanto que os professores tinham medo de perderem sua independência em sala de aula: nenhum deles, naturalmente, considerava as necessidades dos seus alunos.
Tendo desistido e aceitado a derrota, o Sr. Callan decidiu fechar a escola de Londres; deixar as escolas franqueadas operarem independentemente; retornar a Itália; abrir uma escola de um homem só de novo; ganhar algum dinheiro e se aposentar. Por 25 anos, ele viveu num nível muito pobre, constantemente na beira da falência. Cada centavo que ele ganhava ia para o Método e para a batalha de fazê-lo ser aceito. Depois de trabalhar 80 horas por semana por 25 anos, tudo o que ele tinha para mostrar por isso era um Mini carro velho de 14 anos e um apartamento de um cômodo só, e praticamente nada no banco. Ele se sentia um completo idiota. Como qualquer outra pessoa, ele tinha sua própria vida, e ele tinha gastado 25 anos dela, para nada – quer dizer, nada a não ser uma constante dor de cabeça e problemas sem fim, sem a menor recompensa. Ele não acreditava em sua estupidez. O Método tinha se tornado uma carga no seu pescoço; um albatroz; um elefante branco.
Tendo decidido deixar tudo para lá, esquecer tudo e retornar para a Itália, alguém lhe perguntou o que ele faria com o Método, alem de usá-lo para si próprio. Ele disse que o colocaria na Livraria Britânica com uma nota para as futuras gerações descobrirem, para o efeito de “Esse Método pode ensinar Inglês em um quarto de tempo levado por qualquer outro método do mercado, mas, a natureza humana sendo como é, nunca o usou, exceto o próprio inventor”.
Enquanto fazia preparações para colocar seu plano em ação, repentinamente surgiu-lhe que havia uma solução para os problemas do Método. Como já mencionado, a razão que ele não colocou os livros nas lojas era que ele sabia por experiência própria que o Método não seria usado corretamente pelas escolas e seus professores, o que significava que não conseguiriam o resultado em um quarto do tempo normal. Tendo abandonado a luta, ele percebeu que era melhor ter o Método mal usado do que não usado de maneira nenhuma: mesmo se fosse mal usado, ainda obteria um resultado em metade do tempo normal.
O Sr. Callan percebeu então que ele teria que colocar um prefácio no Livro do Estudante, dizendo ao estudante que, embora o Método pode ensinar Inglês em um quarto do tempo normal, isto pode somente ser atingido se o professor seguir certas regras básicas. Então ele colocou estas regras no Livro do Aluno, e fazendo assim viu que o ensino do Método poderia ser controlado pelo próprio aluno.
Antes que os livros pudessem ir para as lojas, entretanto, precisariam de muito trabalho para se adequar. Até ali, eram usados puramente como manuais para uso interno somente. Para colocar os livros no devido formato, logo, o Sr. Callan transferiu o comando da escola para o seu assistente (que já trabalhava com ele há 14 anos) e retirou-se para o interior para trabalhar em tempo integral nos livros por quatro anos. Ao retornar a escola, ele descobriu que o seu assistente, incapaz de lidar com a pressão do gerenciamento, entregou-se às drogas e ao álcool e levou a escola a uma dívida de £ 800.000,00 (oitocentos mil libras), da qual ainda devia £ 500.000 (quinhentas mil libras). Demorou três anos para o Sr. Callan organizar aquela bagunça e salvar a escola da falência e do fechamento.
A escola sobreviveu e os novos livros estão prontos para as lojas. O senhor Callan calcula que o método tomou-lhe 15 anos (26.000 horas) espalhadas por um período de 36 anos (desde os seus 27 anos de idade até a idade de 63) para ser desenvolvido e ficado pronto para impressão. Por 36 anos, ele foi a pessoa que teve o pagamento mais baixo da Callan Method Organization. Mesmo nos dias atuais (1996) ele ganha somente £ 18.000,00 (dezoito mil libras), pelas quais ele trabalha 60 horas por semana, 52 semanas por ano sem férias (um total de 3120 horas), que significa que ele é pago ao valor de £ 5,77 por hora. O padrão de vida dele melhorou muito pouco. Ele tem agora um carro usado (5 anos) Mini, um apartamento de 2 cômodos e £ 5.000 (cinco mil libras) no banco. Todo o restante é propriedade e de uso de sua empresa.
Agora que o seu trabalho já está todo feito, e os profissionais da área não podem mais bloquear o uso do Método, ele pretende se aposentar (ou semi-aposentar-se) e desfrutar o restante de sua vida com o dinheiro recebido pela venda de seus livros. Se ele tivesse que voltar no tempo, ele afirma que jamais teria escrito o Método. Do seu ponto de vista pessoal, não teria valido a pena; de fato, teria sido um temível erro, pois nada pode lhe compensar pelos anos perdidos de sua vida – ele não desejaria reviver nenhum único dia daqueles anos.
Fatos recentes (Junho de 1997)
A Callan School com suas 85 salas de aula e um movimento de 1900 a 2400 alunos, tornou-se a maior escola de ensino da língua inglesa para estrangeiros da Inglaterra (provavelmente em toda a Europa). Isto alcançado com muito pouca propaganda. A segunda maior escola International House, tem somente 20 salas de aula e aproximadamente 450 alunos, enquanto que a média de escolas em Londres tem somente 13 salas de aula. Até o presente ano, a Callan School tem 28% a mais de alunos matriculados do que no ano anterior e 44% a mais comparado aos dois últimos anos. A escola fatura agora por volta de £ 2 milhões por ano e quitou todas as suas dívidas, enquanto que o restaurante Orchard Tea Gardens em Grantchester, do qual o Sr. Callan também é o proprietário, fatura por volta de £ 300.000 por ano.
Com o Método Callan prestes a ir para as lojas, o movimento das vendas da editora do Sr. Callan tornar-se-á cada vez mais astronômico, da mesma forma que seria de qualquer outra empresa no mercado que pudesse oferecer um produto que tivesse o quarto do preço daquele oferecido pelos seus concorrentes.
Por vivermos em uma era onde as pessoas têm ciúmes de qualquer outro ganhando um centavo a mais do que elas próprias, e qualquer pessoa que ganhe acima de uma certa quantidade é desprezado como um “gato gordo” imoral que vive as custa do suor dos outros, o Sr. Callan pode, pelo contrário, justificadamente reivindicar que o mundo lhe deve um sustento, e que ninguém deveria ter ciúmes por ele ter trabalhado tão duro, por tanto tempo e por tão pouco. Na verdade, ele está envergonhado por sua estupidez e ingenuidade. Ele não teve o bom senso de ver que o que ele estava tentando fazer era virtualmente impossível, isto é, administrar um negócio, escrever livros, e batalhar contra todo um seguimento de profissionais – três empregos integrais ao mesmo tempo.
(Março de 2005)
O Método Callan já está presente em mais de 30 países sendo utilizado por mais de 350 escolas em todo o mundo. Isso sem contar os milhares de professores de inglês particulares que trabalham com o método e com várias escolas que utilizam o Método sem se identificarem. A cada dia dezenas de novas escolas adotam o método em todas as partes do mundo. Topo